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Festa de Nossa Senhora Aparecida no Alto da Serra
Artigo de: José Eustáquio Junqueira Campos

Neste domingo, dia 17 de agosto, acontece mais uma vez a tradicional festa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, no alto da Serra de Ouro Branco.

Esta festa religiosa está completando quarenta e oito anos de existência e faz parte do calendário religioso da cidade e começou com muito esforço, trabalho e religiosidade de José Ferreira Sobrinho, ilustre ourobranquense aqui nascido, em cumprimento a promessa feita pela querida mãe, dona Maria Gonzaga Ferreira.
No ano de 1959, com a idade de 28 anos, José Ferreira Sobrinho, popularmente, conhecido pelo carinhoso apelido de “Nêgo Ferreira”, estava gravemente enfermo, sofrendo dores terríveis na região do estômago e nada o fazia sarar, depois de idas e vindas a médicos de Ouro Branco, Lafaiete e Belo Horizonte, as medicações não lhe davam resultados satisfatórios.

Diante desta situação, não suportando ver o sofrimento do filho, que lhe dava muita tristeza, dona Maria Gonzaga Ferreira, humildemente, ajoelhou-se diante da imagem de Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, suplicando-lhe melhora para a saúde do filho sofredor e, se curado ficasse e livre das dores insuportáveis, faria com que seu filho construísse no alto da Serra, uma capelinha em sua homenagem e para sua devoção.

Depois de feito o pedido de cura e com o passar de poucos dias, dona Maria Gonzaga Ferreira viu seu pedido ser atendido, e, respeitosamente, diante da imagem milagrosa, junto com o filho curado e sarado do mal que lhe afligia, agradeceram, humildemente, a Nossa Senhora Aparecida, desde daquele momento de agradecimentos, fez seu filho prometê-la que construísse no alto da Serra uma capelinha em honra da Santa.

Era uma tarefa impossível para aquela época, pois dificuldades teriam que ser vencidas, pois para ir a Serra era sempre muito complicado, devido as péssimas condições da estrada de terra, que hoje faz parte integrante da Estrada Real; e, de certo ponto, já no alto da Serra, virando à esquerda, mais um trecho de estrada de terra, em péssimo estado de conservação, e, dai, aproximadamente, oito quilômetros de distância, até chegar às Tôrres de Transmissão da NovaCap, no ponto que é o topo mais alto da Serra.

Foi com muito trabalho, valentia, esforço, devoção e sacrifício que “Nêgo Ferreira”, sempre contando com ajuda de familiares e de algumas pessoas religiosas do lugar, principalmente, de seu cunhado, Antônio Teodoro e de Mano Teodoro, mais conhecidos como os irmãos Antônio do Lara e Mário do Lara, que possuíam caminhões exatamente iguais, dois caminhões GMC, de saudosas lembranças, e, também, com ajuda de Raymundo Campos, que foi por diversas vezes, festeiro desta festa, conseguiu cumprir a promessa feita pela mãe e a Capelinha humilde foi inaugurada na primeira festa em homenagem à Santa, acontecida em 15 de agosto de 1960.

A data foi escolhida, porque, na época, a data de 15 de Agosto, dedicada a celebração da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, era feriado religioso e a festa sempre realizava no dia IS de agosto, seja em que dia da semana fosse!

Quando a Embratel, Empresa Brasileira de Telecomunicações, encampou a estrada, desde da saída da cidade até ao alto da Serra, para facilitar a manutenção de seus aparelhos de telecomunicações existentes, procurou alargar a estrada, colocando cascalho e manilhas laterais, a estrada passou a ter conservação, ficou boa, apesar de ser de terra, muito poeirenta, melhorou, ainda mais, a vinda de romarias de peregrinos para rezar diante da imagem milagrosa de que a maioria dos brasileiros dela tem orgulho e veneração!

Por ocasião da festa religiosa, tem barracas de comidas típicas, tem banda de música, tem missa que sempre as 11 h horas se realiza, quando todas conduções chegarem com os peregrinos, e, depois da missa, abrilhantada pela Banda Musical Santo Antônio e cânticos de corais, há uma parada de descanso.
Era hora de lanchar, quando os peregrinos procuram as pedras e campos, para se alimentarem na paisagem bela e majestosa, que é o alto da Serra, de onde se contempla a cidade de Ouro Branco, Lafaiete, Congonhas e toda a área da Açominas; é uma visão fantástica e, sempre, às 15 horas horas, o ponto alto da festa é a procissão em louvor à Santa, percorrendo o trecho da Capela até ao final do antigo campo de aviação, que ali era existente, dai, retomando a Capela.

Realmente é um milagre que aconteceu com o “Nêgo Ferreira”, que procurou fazer obras necessárias, como banheiros, aumento da construção da Capela, reservatório de água, eletrificação e outras obras importantes na Capela, durante estes últimos quarenta e sete anos, O milagre acontecido com “Nêgo Ferreira’ À repetiu com Ouro Branco, que, quando do início da peregrinação em 1960, a cidade era pequenina e acanhada, do alto da Serra, pois ela parecia um pássaro com as asas abertas, deitado, lá embaixo; hoje a cidade é bela, sorridente, com muitos bairros, casas belas, prédios públicos, estádios, rodoviária, praça de eventos, hospitais, igrejas, escolas, etc.

Tudo se deve a Nossa Senhora Aparecida e Ouro Branco pode sentir-se orgulhoso, pois teve e À têm Santo Antônio de Pádua e Nossa Senhora Aparecida ou Nossa Senhora da Conceição Aparecida como parceiros unidos e milagrosos em seu favor e para lhe proteger.

Ouro Branco será sempre uma cidade de progresso, com boa convivência e harmonia e digno de seus moradores e exemplo de como é ótimo nele viver com as famílias.
Parabenizo a José Ferreira Sobrinho, nosso conhecido Nêgo Ferreira, pelo cumprimento da promessa que sua mãe lhe fez e pelo empenho, coragem e luta para manter esta tradição religiosa existindo, que faz parte da história do município nestes quarenta e oito anos de realização! Esta festa passou por diversas fases, bem ao gosto do povo peregrino, que consegue juntar a fé, o lazer, a integração e conscientização, de valor incalculável para o nosso patrimônio histórico, que é a Sena de Ouro Branco e que esta festa dure para sempre, em homenagem a Padroeira do Brasil. O município de Ouro Branco, através de suas autoridades, saberá, com o prestigio, ajuda e empenho de “Nêgo Ferreira’, José Ferreira Sobrinho, tomá-la realidade a cada ano, se Deus quiser!
CHRISTUM PAX.

Fonte: Jornal Ponto de Vista nº384.

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